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Assegurar a qualidade final dos produtos e das instalações.

POLITICA DE QUALIDADE

Fornecer soluções inteligentes com qualidade, sempre de forma ética e transparência com responsabilidade, focando a satisfação dos clientes, objetivando o crescimento da empresa com rentabilidade.

VISÃO DA EMPRESA

Acompanhar a evolução dos tempos e inovar em processos construtivos eficientes.

Equipes próprias e 100% treinadas por profissionais capacitados.

Hospital Regional de Osasco é modernizado

O município de Osasco recebeu nesta quinta-feira, 22, mais investimentos na área da saúde. O Hospital Regional da cidade, uma das principais referências de atendimento em alta complexidade nas áreas de neurologia, neurocirurgia e traumatologia da Região Metropolitana de São Paulo, teve a inauguração oficial da primeira etapa da reforma, ampliação e modernização de sua unidade.

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Notícias sobre saúde

Brasil identifica 89% dos casos estimados de tuberculose e avança no processo de eliminação da doença

25/03/2026 13:05

Avanços no SUS incluem ampliação da testagem, tratamentos mais eficazes e fortalecimento da prevenção em todo o país

No Dia Mundial da Tuberculose, celebrado nesta terça-feira (24), o Ministério da Saúde destaca os avanços do Brasil no controle da doença. O país passou a detectar 89% dos casos estimados, acima dos 75,8% registrados em 2021, e se aproxima da meta de 90% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O avanço está ligado à ampliação do diagnóstico, com aumento de 76,3% na realização de testes moleculares no período, além de progressos no tratamento preventivo.

A detecção de novos casos de tuberculose sofreu impacto durante a pandemia de covid-19, com a interrupção dos serviços de saúde e consequente redução do diagnóstico oportuno e atraso no tratamento. A partir de 2023, o país conseguiu recuperar a capacidade diagnóstica, resultado que se mantém desde 2024, permitindo identificar a doença com mais agilidade, além de também fortalecer o diagnóstico da tuberculose drogarresistente (TBDR). No caso da TBDR, 95% dos pacientes elegíveis já utilizam esquemas curtos de tratamento, mais seguros e eficazes desde o primeiro ano de implementação.

“O enfrentamento da tuberculose exige ação contínua e integrada. Temos trabalhado para fortalecer a rede de atenção, qualificar os profissionais de saúde e garantir que cada pessoa tenha acesso rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Nosso compromisso é reduzir desigualdades e alcançar as populações mais vulneráveis, onde a doença ainda tem maior impacto. Isso passa por ampliar o cuidado no território, com busca ativa de casos e acompanhamento próximo dos pacientes”, destacou o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

O Brasil também ampliou o tratamento preventivo da tuberculose (TPT), com mais de 46 mil pessoas iniciando o TPT e adesão superior a 75%, ampliando a proteção contra o adoecimento, especialmente entre populações consideradas de maior risco, como pessoas que tiveram contato com a doença e aquelas que vivem com HIV. Também houve expansão dos tratamentos preventivos mais curtos, que cresceram 170% entre 2022 (14 mil) e 2025 (37,8 mil) e hoje se consolidam como a principal estratégia no país.

O resultado reforça o compromisso do Governo do Brasil com a eliminação das doenças determinadas socialmente, uma das metas do Programa Brasil Saudável, lançado em 2024. O programa amplia as ações para além do setor saúde e fortalece a articulação interministerial. A iniciativa é estratégica para avançar na eliminação da tuberculose como problema de saúde pública no Brasil.

“Eliminar a tuberculose como problema de saúde pública é uma meta possível, e o Brasil está determinado a avançar com responsabilidade, evidência científica e fortalecimento do SUS”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Também houve avanço na integração com o cuidado ao HIV: a testagem para HIV entre novos casos de tuberculose aumentou 11,8% em dez anos (79,1% em 2014 a 88,4%, em 2024). Com isso, o acesso ao tratamento adequado cresceu significativamente, reduzindo a mortalidade na coinfecção.

Principais investimentos na TB

Entre os avanços recentes, destaca-se a incorporação da pretomanida 200 mg, que integra os esquemas encurtados BPaL  e reduz o tratamento da tuberculose resistente de 18 para 6 meses, ampliando a adesão e a efetividade terapêutica.

Em 2025, foram destinados mais de R$ 73 milhões para a aquisição de cerca de 60 milhões de unidades farmacêuticas, garantindo o abastecimento, com distribuição realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde conforme a situação epidemiológica local.

Na Atenção Primária, profissionais de saúde em geral, com destaque para farmacêuticos e profissionais da enfermagem, têm papel estratégico no diagnóstico, na adesão ao tratamento e na prevenção do abandono, além de atuarem, desde 2025, no diagnóstico e tratamento da tuberculose latente. Para fortalecer essa atuação, o Ministério da Saúde lançará, em maio de 2026, o Guia e o Curso de Cuidado Farmacêutico na Tuberculose, voltados à qualificação da assistência nas redes do SUS.

“Estamos investindo em inovação e na incorporação de novas estratégias de cuidado, para tornar o tratamento mais eficiente e melhorar a adesão, sempre com foco na qualidade de vida das pessoas”, concluiu o ministro.

O que é a tuberculose?

A tuberculose está entre as doenças infecciosas com maior impacto global e continua sendo um importante problema de saúde pública, pois reflete e aprofunda desigualdades sociais e econômicas. No mundo, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem e mais de 1 milhão morrem todos os anos. No Brasil, são registrados cerca de 84 mil casos novos por ano, com aproximadamente 6 mil óbitos.

O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, podendo ser reduzido para quatro meses em casos específicos, como em crianças com formas não graves da doença. Ele é gratuito e oferecido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com o uso de uma combinação de medicamentos.

A tuberculose tem cura quando o tratamento é seguido corretamente até o final, e o acompanhamento por profissionais de saúde é essencial para garantir a adesão e orientar o paciente durante todo o processo.

Mesmo com a melhora dos sintomas nas primeiras semanas, é fundamental manter o tratamento até o fim, já que a interrupção pode agravar a doença e levar ao desenvolvimento de formas resistentes da tuberculose.

Além do tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina BCG é uma das principais formas de prevenção da gravidade da doença. Aplicada ainda na infância, ela protege contra as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea, e está disponível nas unidades básicas de saúde e em maternidades. Em 2025, a cobertura vacinal alcançou 98% no país e, até março de 2026, mais de 3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o Brasil.

 Amanda Milan
Ministério da Saúde

Aberta seleção de projetos de mobilização social e de base comunitária para fortalecimento da resposta a HIV,aids, tuberculose,hepatites virais e ISTs

20/03/2026 17:31

Também estão inclusos projetos focados em ações para micoses endêmicas e micobactérias não tuberculosas. Interessados(as) têm até o dia 22 de abril

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS), publicou o Chamamento Público nº 04/2026 para a seleção de Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

A iniciativa tem como objetivo a celebração de Termo de Fomento com OSCs para o desenvolvimento de projetos voltados à mobilização social e à atuação de base comunitária, com foco no fortalecimento das políticas e estratégias de enfrentamento ao HIV, à aids, à tuberculose, às hepatites virais, ao vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), às micoses endêmicas e às micobactérias não tuberculosas.

O investimento total previsto é de R$ 4 milhões, com a possibilidade de seleção de até 16 propostas, no valor máximo de R$ 250 mil por projeto. As iniciativas deverão ter duração de até 12 meses e contemplar uma ou mais das seguintes linhas temáticas:

  • Promoção de ações de testagem e diagnóstico;
  • Redução de barreiras de acesso aos serviços de saúde;
  • Educação e comunicação em saúde.

A celebração do Termo de Fomento se dará a partir da plataforma TransfereGov e está alinhado à Lei nº 13.019, de 2014, conhecida como o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), que estabelece diretrizes para parcerias entre a administração pública e as OSCs, com base na cooperação, transparência e interesse público.

Podem participar organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, conforme definição legal vigente, sendo permitida a submissão de uma proposta por instituição, no âmbito das linhas temáticas previstas no edital.

As inscrições estarão abertas de 20 de março de 2026 até às 17h59 do dia 22 de abril de 2026, exclusivamente por meio do site.

O edital completo e demais orientações para submissão estão disponíveis no sistema.

Acesse o Sistema Editais e confira todos os detalhes.

Ministério da Saúde lança chamada pública para mapear experiências exitosas para eliminação das hepatites virais no Brasil

17/03/2026 14:49

Iniciativa busca identificar e dar visibilidade a ações bem-sucedidas nas respostas às hepatites virais no país; inscrições seguem até 19 de abril de 2026

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), lançou a Chamada Pública para o mapeamento de Experiências Exitosas para a Eliminação das Hepatites Virais no Brasil até 2030. A iniciativa integra as estratégias do Programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar e tem como objetivo reconhecer e disseminar práticas que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas e para o alcance das metas nacionais de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública.

A chamada busca identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências bem-sucedidas desenvolvidas no território nacional, reconhecendo iniciativas que contribuam para ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento, à vigilância e ao cuidado às pessoas com hepatites virais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). As experiências selecionadas poderão servir como referência para outros contextos e contribuir para o aprimoramento das estratégias de respostas à doença no país. As inscrições estarão abertas de 17 de março a 19 de abril de 2026, por meio da plataforma: https://edital.aids.gov.br. O resultado das experiências selecionadas está previsto para 12 de maio de 2026.

Podem participar da chamada pública secretarias de saúde, coordenações estaduais e municipais de hepatites virais, serviços de saúde do SUS, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos e instituições de ensino e pesquisa que desenvolvam iniciativas relacionadas à eliminação das hepatites virais.

Serão aceitas experiências implementadas entre janeiro de 2022 e a data de publicação da chamada pública, incluindo aquelas que ainda estejam em execução, desde que apresentem resultados ou evidências de implementação. As iniciativas deverão estar alinhadas às diretrizes do Programa Brasil Saudável – Unir para Cuidar e ao Guia para a Eliminação das Hepatites Virais no Brasil, demonstrando impacto, inovação, sustentabilidade e potencial de replicação em outros territórios.

As experiências inscritas deverão estar vinculadas a uma das linhas temáticas previstas no edital, abrangendo iniciativas voltadas à prevenção e à promoção da saúde, ao diagnóstico e à vinculação ao cuidado e ao tratamento, retenção e adesão. Também poderão ser apresentadas experiências relacionadas à vigilância em saúde, à inovação, pesquisa e articulação intersetorial, à equidade em saúde e direitos humanos, bem como à gestão e planejamento, no contexto das estratégias voltadas à eliminação das hepatites virais no Brasil.

O processo de avaliação será conduzido por um comitê de seleção composto por especialistas do Ministério da Saúde, da academia e da sociedade civil. Os critérios de avaliação das experiências incluem, entre outras: potencial de replicação, grau de inovação, alinhamento com as diretrizes nacionais e relevância para a eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública.

Ao final do processo, serão selecionadas até dez experiências, sendo uma de cada região do país e outras cinco com as maiores pontuações no ranking geral. As iniciativas selecionadas receberão certificado de reconhecimento, convite para apresentação em evento promovido pelo Ministério da Saúde e participação como coautoras em publicação institucional organizada pelo Dathi/SVSA/MS, com o objetivo de disseminar boas práticas no enfrentamento das hepatites virais no Brasil.

Para mais informações, dúvidas e acesso ao edital completo, os(as) interessados(as) devem consultar a página oficial do Dathi/SVSA no portal do Ministério da Saúde: www.gov.br/aids, ou entrar em contato pelo e-mail: hv@aids.gov.br.

Fortalecimento da vigilância das infecções sexualmente transmissíveis: Brasil avança com novas estratégias

17/03/2026 14:46

Encontro Nacional impulsiona aprimoramento na vigilância dos casos de corrimento uretral e detecção da resistência do gonococo aos antimicrobianos

Na última semana, ocorreu o Encontro Nacional de Fortalecimento da Vigilância Integrada da Sensibilidade do Gonococo aos antimicrobianos, em Florianopólis/SC. Reunindo cerca de 70 pessoas, o evento marcou o início de um projeto piloto para a implementação de fitas de gradiente de concentração no âmbito do SenGono – Sentinela do Gonococo, que monitora a sensibilidade do gonococo aos antimicrobianos no Brasil há mais de 10 anos. A inclusão desta nova técnica visa fomentar não somente os dados de vigilância, como também contribuir para melhoria do cuidado das pessoas com gonorreia. 

O evento teve como objetivo principal qualificar as equipes dos sítios sentinelas, que são as unidades de saúde responsáveis pela Vigilância Sentinela da Síndrome do Corrimento Uretral. Os sítios sentinela também auxiliam no monitoramento da susceptibilidade de Neisseria gonorrhoeae (NG) aos antimicrobianos, ou seja, como a bactéria reage aos medicamentos para o tratamento da gonorreia. Esse acompanhamento, estabelecido por meio de portaria, é uma estratégia para melhorar  o diagnóstico e  o tratamento, criar novas orientações clínicas e desenvolver ações de saúde pública eficientes no Brasil.

Para Maria Luiza Bazzo, coordenadora do Laboratório de Referência em Infecções Sexualmente Transmissíveis no Brasil, o Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da Universidade Federal de Santa Catarina (LBMMS/UFSC), o encontro representou um passo importante para o fortalecimento da vigilância da resistência antimicrobiana no país.

“Esse evento é um espaço fundamental para a troca de experiências entre os serviços que integram o SenGono, permitindo alinhar práticas, compartilhar desafios e aprimorar estratégias. Essa integração é essencial para avançarmos na vigilância do corrimento uretral, do monitoramento da resistência do gonococo aos antimicrobianos e fortalecer a capacidade do país de responder de forma rápida e qualificada a esse importante problema de saúde pública”, destacou Maria Luiza Bazzo.

A nova técnica apresentada no evento é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do LBMMS/UFSC, no âmbito da estratégia SenGono, e conta com a parceria e apoio do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Gonorreia e outras IST (Örebro/Suécia). Durante o encontro, a equipe técnica do LBMMS/UFSC também realizou um treinamento prático sobre o protocolo a ser utilizado no projeto piloto.

Segundo a coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Pâmela Gaspar, (Cgist/Dathi/SVSA/MS,) o Brasil está comprometido com vigilância da resistência do gonococo aos antimicrobianos. "Com a implementação piloto desta nova metodologia na estratégia SenGono de forma complementar às análises que já são feitas, nossos serviços terão mais autonomia e as pessoas serão melhor assistidas. Com a redução do tempo necessário para determinar o perfil de sensibilidade do gonococo aos antimicrobianos, será possível ajustar os tratamentos, quando for necessário, bem como investigar in loco casos suspeitos de resistência. Isso é muito importante, pois apesar das bactérias Neisseria gonorrhoeae que circulam no Brasil ainda responderem ao tratamento preconizado nas diretrizes nacionais, já há evidências de casos no mundo de resistência do gonococo às terapias disponíveis”, explicou.

O Brasil integra redes internacionais como a Rede Latino-Americana de Resistência aos Antimicrobianos (ReLAVRA), coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), e os programas Gonococcal Antimicrobial Surveillance Program (GASP) e Enhanced Gonococcal Antimicrobial Surveillance Program (EGASP) da OMS, o que reforça seu compromisso com o fortalecimento da vigilância.

Organizado pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS) em parceria com o LBMMS/UFSC, o encontro contou com a colaboração de instituições como a Global Antibiotic Research and Development Partnership (GARDP), os CDC do Brasil e dos EUA, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Representantes da Coordenação Geral de Laboratórios (CGLAB/SVSA/MS), da Opas e do Centro Colaborador da OMS em Gonorreia e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis estiveram presentes, juntamente com profissionais clínicos e de laboratório que atuam nos Sítios Sentinelas para Vigilância do Corrimento Uretral no Brasil.

Brasil avança na busca por novas tecnologias para o manejo da gonorreia

17/03/2026 14:43

Workshop reúne especialistas para discutir a possibilidade de implementação de tratamento inovador e fortalecer a vigilância antimicrobiana

Em um esforço contínuo para responder à crescente resistência antimicrobiana, o Brasil sediou o “Workshop sobre estratégias, perspectivas e desafios para os novos tratamentos de IST no Brasil” em Florianópolis/SC, na última semana. O evento reuniu especialistas em infecções sexualmente transmissíveis (IST) e representantes de diversas instituições nacionais e internacionais para debater estratégias, perspectivas e desafios na implementação da Zoliflodacina, um novo medicamento para o tratamento da gonorreia.

O workshop foi realizado pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS), em parceria com Global Antibiotic Research and Development Partnership (GARDP) - organização internacional sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento clínico da Zoliflodacina, considerado uma das principais inovações terapêuticas em estudo para a doença. Além disso, o Workshop também contou com a organização e parceria do Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da UFSC (LBMMS/UFSC), o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC Brasil e EUA), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Centro Colaborador da OMS em Gonorreia e outras IST.

A discussão de novas estratégias terapêuticas ocorre em um contexto de alerta global da Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem destacado a gonorreia resistente como uma ameaça à saúde pública. A bactéria causadora da doença, Neisseria gonorrhoeae (NG), integra a lista de patógenos prioritários da OMS para pesquisa e desenvolvimento de novos antibióticos, o que reforça a relevância de ampliar os esforços internacionais na busca por novas opções terapêuticas. Nesse cenário, iniciativas como a da GARDP têm papel estratégico ao promover o desenvolvimento de novos tratamentos voltados para infecções bacterianas prioritárias e acelerar o acesso global a essas tecnologias.

 

Desta forma, o workshop teve como objetivo principal aprofundar a discussão sobre a viabilidade de implantação e os critérios de uso da Zoliflodacina para tratamento da gonorreia no Brasil. Em âmbito internacional, este fármaco foi aprovado pelo FDA (U.S. Food and Drug Administration) em dezembro de 2025. Durante o encontro, que contou com cerca de 60 participantes, foram abordados o cenário mundial e brasileiro da resistência da NG aos medicamentos antimicrobianos; os resultados atualizados dos ensaios clínicos com Zoliflodacina; e os mecanismos de incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS).

A coordenadora-geral de Vigilância das ISTs do Ministério da Saúde (Cgist/MS), Pâmela Gaspar, explica que a busca por novos tratamentos é constante, por causa da capacidade da bactéria de desenvolver resistência aos medicamentos existentes. "A discussão sobre a Zoliflodacina é fundamental para garantir que as pessoas tenham acesso a opções eficazes de tratamento. Nosso foco é fortalecer a resposta do SUS à resistência antimicrobiana e assegurar que as políticas públicas de saúde acompanhem as inovações científicas, sempre priorizando o cuidado integral e o bem-estar da população”, explicou.

Embora já existam relatos internacionais de isolados de NG com resistência a múltiplos antimicrobianos, os dados da vigilância nacional da susceptibilidade da bactéria aos antimicrobianos instituída há mais de 10 anos, indicam que, atualmente, os isolados circulantes no Brasil ainda respondem adequadamente ao tratamento recomendado no país. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (PCDT IST) recomenda atualmente a terapia dupla com ceftriaxona e azitromicina.

No entanto, a diretriz está em fase de atualização e poderá alinhar-se às recomendações internacionais para uma possível terapia com apenas um medicamento (ceftriaxona), considerando a crescente resistência à azitromicina e a manutenção da sensibilidade à ceftriaxona. Apesar disso, é importante que o Brasil participe ativamente das discussões globais sobre novas abordagens terapêuticas, antecipando cenários e fortalecendo a preparação do sistema de saúde frente ao avanço da resistência antimicrobiana.