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Hospital Regional de Osasco é modernizado

O município de Osasco recebeu nesta quinta-feira, 22, mais investimentos na área da saúde. O Hospital Regional da cidade, uma das principais referências de atendimento em alta complexidade nas áreas de neurologia, neurocirurgia e traumatologia da Região Metropolitana de São Paulo, teve a inauguração oficial da primeira etapa da reforma, ampliação e modernização de sua unidade.

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Notícias sobre saúde

Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans fortalece decisões no SUS

28/01/2026 19:06

Análise orienta ações para equidade e foi publicado em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro

Foi publicado, esta semana, o Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans: uma análise agregada com foco em mulheres trans e travestis – Sumário Executivo 2025. O material – divulgado também em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro – representa um marco para a vigilância em saúde no Brasil, pois incorpora dados sistematizados, pela primeira vez em nível nacional, sobre o percurso de cuidado de pessoas trans vivendo com HIV e/ou aids no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O documento amplia a capacidade de análise do Ministério da Saúde ao utilizar a identidade de gênero como eixo central para a produção de evidências, qualificando a tomada de decisão e o planejamento de políticas públicas”, afirma Draurio Barreira, o diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (Dathi/SVSA/MS). 

Elaborado a partir de informações dos sistemas nacionais de saúde, o monitoramento descreve a cascata de cuidado, desde o diagnóstico até a supressão viral, e analisa indicadores como início e continuidade do tratamento antirretroviral (Tarv), atraso na retirada de medicamentos e interrupção do cuidado. Os resultados destacados na publicação apontam avanços importantes no acesso ao diagnóstico e ao tratamento entre pessoas trans, especialmente mulheres trans e travestis, ao mesmo tempo em que tornam visíveis lacunas persistentes ligadas a barreiras estruturais como estigma e discriminação na vinculação e na adesão sustentada ao cuidado nos serviços de saúde.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Mariângela Simão, ao explicitar desigualdades segundo raça/cor, escolaridade e território, o documento reforça o papel estratégico da vigilância para identificar grupos e contextos que demandam respostas prioritárias. “Essas informações são fundamentais para orientar ações mais focalizadas, apoiar gestores locais e fortalecer a integração entre vigilância e atenção à saúde, contribuindo para a redução de iniquidades historicamente observadas na resposta ao HIV e à aids”, ressalta.

Do ponto de vista da promoção da saúde e da equidade, o monitoramento reafirma o compromisso do SUS com uma atenção integral, livre de discriminação e orientada pelos direitos humanos. Ao dar visibilidade às trajetórias de cuidado de pessoas trans e travestis, o documento subsidia o aprimoramento de práticas assistenciais, a qualificação das equipes de saúde e o enfrentamento de barreiras institucionais, como o estigma e a transfobia, que impactam diretamente a permanência dessas pessoas no cuidado.

 

Webinário debaterá monitoramento clínico da saúde da população trans pelos serviços locais

O fortalecimento do uso de dados desagregados por identidade de gênero contribui para o acompanhamento das metas nacionais e globais de enfrentamento do HIV, alinhando-se às diretrizes para a eliminação da aids como problema de saúde pública até 2030. “A atualização cadastral e o preenchimento qualificado das informações nos sistemas de vigilância e assistência são fundamentais para ampliar a visibilidade da população trans e qualificar a produção de evidências para a tomada de decisão no SUS, tornando-o mais equitativo, inclusivo e atento à diversidade da população brasileira”, destaca Draurio Barreira, diretor do Dathi/SVSA/MS.

Em 2025, por meio das notas técnicas 242 e 243, o Ministério da Saúde divulgou orientações aos serviços de saúde com o objetivo de fortalecer o monitoramento clínico e o planejamento de ações equitativas relacionadas à população trans. A incorporação dessas orientações será debatida nesta quinta-feira (29), às 15h, durante o webinário “Diálogos em Prevenção: Monitoramento Clínico de HIV e Aids na População Trans”. A transmissão do evento ocorrerá pelo canal da SVSA/MS no Youtube.

Treinamento ofertado pelo Brasil vai apoiar países lusófonos na implementação de tratamento mais curto para tuberculose resistente

27/01/2026 17:43

Ação ocorre em São Paulo, capital, até o dia 30 deste mês

Entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, ocorre, em São Paulo, capital, o treinamento Manejo da Tuberculose Resistente a Medicamentos para Países Lusófonos. A iniciativa reúne profissionais de saúde e gestores dos programas nacionais de tuberculose de países africanos de língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné Bissau) e de algumas unidades federadas do Brasil, com foco na qualificação do cuidado e no fortalecimento das estratégias de enfrentamento da tuberculose multirresistente.

O treinamento é promovido pela TB Alliance e pela PeerLINC, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas (CGTM), do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA).

A programação aborda componentes clínicos, laboratoriais e programáticos, além de temas estratégicos como custo-efetividade, equidade de gênero, inclusão social e engajamento comunitário na implementação de novos tratamentos para a tuberculose resistente a medicamentos. A proposta é compartilhar experiências práticas, discutir casos e apoiar a tomada de decisão nos serviços.

A tuberculose resistente a medicamentos ocorre quando a bactéria Mycobacterium tuberculosis apresenta resistência a pelo menos um dos medicamentos usados comumente no tratamento. Para ampliar as respostas a esse desafio, em 2023, o Brasil incorporou a pretomanida ao Sistema Único de Saúde (SUS), um medicamento que possibilita a adoção de esquemas terapêuticos encurtados, como o BPaL e o BPaLM.

Esses esquemas permitem reduzir o tempo de tratamento da tuberculose multirresistente de 18 para 6 meses, contribuindo para maior efetividade clínica, adesão e melhores resultados no cuidado. “Os esquemas BPaL e BPaLM representam um avanço importante porque encurtam o tratamento da tuberculose multirresistente e podem facilitar o acompanhamento pelas equipes de saúde. O treinamento é uma oportunidade de apoiar a implementação desses regimes com segurança, organização e foco na qualidade do cuidado”, destaca Fernanda Dockhorn, coordenadora-geral da CGTM/Dathi/SVSA/MS.

 

Troca de experiências e visitas de campo

Com abordagem baseada em casos, o treinamento inclui a apresentação da experiência brasileira na implementação bem-sucedida dos esquemas BPaL e BPaLM, além de visitas de campo, com o objetivo de apoiar os países participantes a implementar ou ampliar rapidamente o uso desses novos regimes terapêuticos.

A ação também fortalece a cooperação entre países de língua portuguesa, promovendo troca de conhecimentos e ampliando a capacidade regional de resposta, com contribuição direta para a meta global de eliminação da tuberculose como problema de saúde pública. “Fortalecer o manejo da tuberculose resistente é parte essencial da resposta para reduzir adoecimentos e avançar na eliminação da tuberculose como problema de saúde pública. Qualificar equipes e organizar fluxos é uma medida concreta para melhorar o cuidado e proteger a população”, enfatiza Draurio Barreira, diretor do Dathi/SVSA/MS.

 

Ministério da Saúde

Esporotricose humana passa a ser de notificação compulsória em todo o Brasil

26/01/2026 16:24

Nota técnica com a atualização foi publicada nesta sexta-feira (23). Notificação será feita pelo e-SUS Sinan

O Ministério da Saúde atualizou as orientações para a vigilância e a notificação da esporotricose humana em todo o território nacional. A medida fortalece o monitoramento da doença e contribui para promover o cuidado oportuno no Sistema Único de Saúde (SUS).

A esporotricose humana é uma micose que pode ocorrer após a inoculação do fungo por trauma na pele, geralmente associada ao contato com solo, plantas e matéria orgânica. Nos últimos anos, tem sido observado aumento expressivo de casos relacionados à transmissão zoonótica, o que reforça a necessidade de integração entre vigilância em saúde, atenção primária e serviços veterinários.

Com a inclusão da esporotricose humana na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, passa a ser obrigatória – tanto na rede pública quanto na rede privada – a notificação semanal dos casos confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) que, para esporotricose já conta com a versão on-line, o e-SUS Sinan. A notificação individual deve ser feita pela unidade de saúde que identifica o caso, por meio do preenchimento da ficha no Sistema, com registro de informações clínicas e epidemiológicas.

A coordenadora-geral de Vigilância de Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM) do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhorn, destaca a relevância da iniciativa para a saúde pública. “Com a notificação compulsória, conseguimos construir um panorama epidemiológico mais consistente e fortalecer a tomada de decisão em todos os níveis de gestão. Isso melhora o planejamento das ações de vigilância, prevenção e assistência, com impacto direto na proteção da população.”

Para fins de vigilância, são considerados casos suspeitos indivíduos com lesões cutâneas ou mucosas, que podem evoluir para formas nodulares e ulceradas, com ou sem secreção, além de manifestações subagudas ou crônicas que não respondem ao tratamento antibacteriano. A confirmação pode ocorrer por critério clínico-epidemiológico, considerando histórico de contato com gato ou trauma com material orgânico, ou por critério laboratorial, como cultura ou teste molecular (reação em cadeia da polimerase). Os detalhes da atualização estão disponíveis na nota técnica.

 

Prevenção exige cuidado no domicílio e no trabalho

A prevenção e o controle da esporotricose humana dependem da identificação da provável forma de transmissão e da adoção de medidas de proteção em diferentes contextos. No ambiente domiciliar, o Ministério da Saúde recomenda atenção especial à guarda responsável de animais, incluindo restrição da circulação de gatos em áreas externas, busca de atendimento veterinário em caso de sinais suspeitos e cuidados no manejo de animais doentes.

Em situações ocupacionais, como atividades de jardinagem, agricultura, construção civil e manejo de animais, devem ser adotadas estratégias integradas de prevenção, com prioridade para medidas coletivas e organizacionais, além do uso complementar de equipamentos de proteção individual, como luvas e calçados adequados.

 

Uma Só Saúde: integração para resposta mais efetiva

Além dos cuidados, a resposta à esporotricose exige abordagem baseada em Uma Só Saúde, articulando ações entre saúde humana, saúde e bem-estar animal e ambiente. A integração entre vigilância epidemiológica, vigilância ambiental, vigilância de zoonoses e saúde do trabalhador é essencial para identificar áreas de risco, reduzir a transmissão e fortalecer a resposta local.

Neste sentido, o documento foi elaborado pela CGTM em conjunto com as Coordenações-gerais de Informações e Análise Epidemiológicas; de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar; e, a de Vigilância e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde. A atualização também foi discutida junto ao Conselho Nacional de Secretários de saúde (Conass).

Vale destacar que a nota técnica enfatiza a importância de ações de educação permanente e educação em saúde na atenção primária, incluindo o reconhecimento do trabalho como determinante do processo saúde-doença e a qualificação das equipes para identificar, notificar e encaminhar adequadamente os casos.

Brasil receberá a maior conferência sobre HIV e aids do mundo

23/01/2026 14:40

As submissões de trabalhos se encerram no próximo dia 27. Até 11 de fevereiro é possível desconto nas inscrições

Entre 26 e 31 de julho, o Rio de Janeiro sediará a 26ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026), considerada o maior encontro global sobre saúde pública, ciência e direitos humanos relacionados ao HIV e à aids do mundo. Promovido pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), o evento ocorrerá pela primeira vez na América do Sul e, nesta edição, conta com o apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).

A conferência reunirá pessoas vivendo com HIV ou aids, pesquisadores, gestores, formuladores de políticas públicas, representantes de movimentos sociais e outras pessoas envolvidas na resposta à infecção e à doença. Com o tema “Repensar. Reconstruir. Avançar”, a conferência terá formato híbrido, com possibilidade de participações virtuais ou presenciais, em um momento crucial para a resposta internacional ao HIV e à aids, marcado por crise de financiamento e cortes em programas de HIV em diferentes países.

A programação do evento inclui conferências, mesas e sessões científicas, além da apresentação de pesquisas e experiências nacionais e internacionais. Pessoas interessadas em participar podem enviar resumos, propostas de exposições, eventos satélite, oficinas e atividades de pré-conferência até 27 de janeiro. As submissões e inscrições devem ser feitas no site oficial e até 11 de fevereiro é possível garantir tarifas com desconto.

O Brasil tem histórico de atuação baseada no compromisso com evidências científicas e no respeito aos direitos humanos. No final da década de 1990, foi o primeiro país de baixa ou média renda a fornecer acesso gratuito à terapia antirretroviral para pessoas vivendo com HIV ou aids. Adotou a política de tratamento para todos em 2013, que resultou em uma queda de quase 33% das mortes relacionadas à aids até 2023. Em dezembro do ano passado, alcançou a eliminação da transmissão vertical do HIV – durante a gestação, o parto ou a amamentação. Sua estratégia combinada de prevenção oferece acesso gratuito a preservativos, gel lubrificante, testes de detecção do HIV e profilaxias pré e pós exposição ao HIV (PEP e PrEP), que utilizam medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção pelo HIV.

Para a presidente da IAS, a pesquisadora Beatriz Grinsztejn, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e HIV/Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), a conferência dará visibilidade às especificidades da epidemia de HIV na América Latina, em um contexto no qual a região ainda registra aumento de novas infecções, em contraste com a tendência global de queda. “A resposta brasileira à epidemia sempre foi fundamentada nos direitos humanos e na trajetória histórica de liderança, acesso universal ao tratamento e à prevenção, além do forte engajamento comunitário, fortalecida pela vibrante comunidade de ativistas, pesquisadores e formuladores de políticas. Portanto, oferece um cenário estratégico para repensar, reconstruir e avançar a resposta ao HIV no país, na região e no mundo”.

“É uma honra recebermos a conferência 2026, em especial após tantos e recentes anúncios positivos realizados pelo Brasil. Tudo isso só foi possível graças ao nosso SUS e à priorização da vida com respeito aos direitos humanos e a parceria com a sociedade civil ao longo dos 40 anos de epidemia no país. O evento será mais uma oportunidade de compartilhar nossa experiência e fortalecer a resposta internacional ao HIV e à aids”, ressalta o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde e co-presidente da Comissão Organizadora da Aids 2026, Draurio Barreira.

O vice-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto Jr., afirma que a realização da Aids 2026 será uma oportunidade para debater e encontrar soluções para os grandes paradoxos que ainda impedem o controle da aids. Ele destaca que a desigualdade e a iniquidade entre os países continuam impedindo que os avanços cheguem a todos que necessitam, especialmente os mais pobres. “Esperamos que seja uma oportunidade de encontrarmos caminhos para vencer estes desafios. Que esta solidariedade aproxime ainda mais ciência e comunidade como fontes fundamentais de produção de conhecimento e elaboração de respostas eficazes”.

A 26ª edição da conferência também abordará desafios específicos da região. Na América Latina houve ampliação do acesso ao tratamento e redução de mortes relacionadas à aids desde 2010. No entanto, em alguns países, as mortes aumentaram entre mulheres. Além disso, enquanto o mundo registra queda nas novas infecções por HIV, a América Latina apresentou crescimento no período recente, reforçando a necessidade de ações integradas de prevenção, cuidado e enfrentamento ao estigma e à discriminação.



Serviço
Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026)
Data: 26 a 31 de julho de 2026
Local: Centro de Convenções Riocentro, Rio de Janeiro.
Inscrições: www.iasociety.org/conferences/aids2026

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre novo teste para diagnosticar infecção fúngica grave

15/01/2026 15:32

Interessados em contribuir têm até o dia 2 de fevereiro

O Ministério da Saúde quer ouvir a sociedade sobre a proposta de incluir no SUS um novo exame para detectar a aspergilose invasiva. O teste, chamado imunoenzimático (técnica ELISA), busca identificar rapidamente a presença do fungo Aspergillus no organismo de pessoas imunocomprometidas.

A Consulta Pública é realizada por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e ficará aberta até o dia 2 de fevereiro de 2026.

A aspergilose invasiva ocorre quando o fungo Aspergillus entra pelas vias aéreas e atinge órgãos como pulmões e cérebro. Ela é considerada uma doença grave, com alta taxa de mortalidade, afetando principalmente pessoas que passaram por transplantes ou que tratam cânceres no sangue.

Atualmente, o SUS utiliza o exame de cultura, cujo resultado pode demorar e nem sempre identifica o fungo, gerando resultados "falso-negativos". Além disso, pode requerer procedimentos invasivos de coleta, não recomendados em pacientes muito debilitados. A nova tecnologia proposta, para a qual a coleta de material é minimamente invasiva, proporciona maior agilidade e acurácia nos resultados, permitindo início precoce do tratamento e evitando o uso desnecessário de medicações que podem causar efeitos colaterais e gerar resistência do fungo.

A coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM/SVSA/MS), Fernanda Dockhorn, ressalta o impacto da tecnologia para as pessoas mais vulnerabilizadas à doença.

 "Nosso objetivo com a oferta deste teste é garantir um diagnóstico precoce e seguro. Ao identificar o fungo rapidamente, podemos iniciar o tratamento correto de imediato, salvando vidas e evitando gastos com medicamentos que não seriam eficazes para aquele caso específico”, informa.

A Conitec deu um parecer inicial favorável à oferta do teste. Os(as) especialistas consideraram que o exame é fácil de ser usado nos hospitais, tem custo adequado e garante mais anos de vida aos usuários do SUS.